quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Biomassa de Banana Verde


Imagina que a banana pode ser uma aliada da perda de peso?
Se a sua resposta é “não” então é porque ainda não ouviu falar dos benefícios da biomassa nem do amido resistente da banana verde!
Conhecida e badalada no nosso país-irmão Brasil, a biomassa pode ser incorporada em variadas receitas tradicionais, incluindo-a em receitas de bolos, panquecas e até mesmo substituindo molhos pouco aconselháveis como natas e outros temperos gordos.
Conseguimos encontra-la na internet mas é ainda complicado comprá-la no nosso país. Mas aqui no Santa Melancia, desvendamos todos os segredos e ensino-vos a preparar a vossa biomassa em casa de forma simples!



Um dos principais benefícios da biomassa de banana verde é o facto desta ser constituída por um tipo específico de amido, chamado de amido resistente.
O amido resistente não é digerido pelo nosso organismo, passando inalterado pelo o intestino, onde atua como "alimento" para as boas bactérias que aí residem. Por este mesmo motivo, o amido resistente é tido como um alimento prébiotico. 

O consumo de alimentos com alta concentração de amido resistente (como é o caso da biomassa de banana verde) tem sido associado a diversos benefícios, tais como:
Absorção de micronutrientes: Devido à melhoria na função intestinal e à sua ação prébiotica, a absorção dos nutrientes que provem dos alimentos que ingerimos é potencializada. 
Redução do valor glicémico do alimento: Diminui a resposta glicémica do organismo após a ingestão dos alimentos ricos em hidratos de carbono. Alguns estudos apontam, inclusivamente, para a possibilidade do amido resistente reduzir o índice glicémico de refeições subsequentes e não apenas nas feitas em simultâneo. Outros estudos sugerem ainda uma melhoria na sensibilidade a insulina, resultante do consumo do amido resistente.
Melhoria na função intestinal: Além de nutrir as boas bactérias do intestino, algumas evidências científicas apontam para o facto de que o amido resistente poder ajudar a diminuir a concentração de bactérias “más” ou potencialmente patogénicas, podendo auxiliar no equilíbrio bacteriano presente no nosso organismo. 
Aumento da saciedade: Este aumento foi verificado não apenas no momento da ingestão do amido resistente, mas também ao longo do dia, resultando em uma menor ingestão calórica, ajudando por este motivo a perder e manter um peso saudável.


A biomassa de banana verde, por ser uma base cremosa, pode ajudar a engrossar sopas, ser incluída na massa de bolos, coberturas, doces, pães, bolachas, molhos.. as opções são muitas! 

Depois de tantos motivos para consumir o amido resistente da banana verde.. que tal aprender a prepará-la em casa?

 
Receita de Biomassa de Banana Verde
Vai precisar de:
- Panela de pressão
- Água
- 5 a 6 bananas verdes (não pode ser mais ou menos verde, tem que estar mesmo verdes para conter o amido resistente mencionado)
- Liquidificadora

Modo de Preparação:
1) Lave muito bem as bananas, sem as retirar da casca. Então coloque-as numa panela de pressão.
2) Encha a panela de água fervente até tapar as bananas.
3) Leve a panela ao fogo, e assim que levantar pressão, deixe as bananas cozinharem por 8 minutos. 
4) Quando a panela perder pressão e esfriar, retire as bananas com cuidado. Remova as bananas das cascas, e introduza somente as polpas na liquidificadora (as polpas tem que estar ainda quentes).
5) Bata as polpas na liquidificadora até formar uma pasta homogénea. Se for necessário, adicione um pouco de água para ajudar a processar as bananas. 


A biomassa pode ser conservada no congelador por 3 meses, ou guardada no frigorifico e deve então ser consumida dentro de 7 dias. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Como fazer Ghee?

Quem frequenta lojas específicas de produtos naturais ou os novos supermercados biológicos espalhados um pouco pela cidade, já se deparou certamente com manteiga clarificada ou ghee à venda.
Pois eu já... e por vezes fico desmotivada pelo preço que estes produtos apresentam.
É verdade é mais fácil pegar da prateleira e levar diretamente para a cozinha, pronta a utilizar, mas sai-nos bem mais em conta se clarificarmos a nossa manteiga em casa.
Se pensar bem... o trabalho não é muito, nem o grau de dificuldade... é tudo uma questão de tempo e paciência. 
Uma opção viável e muito mais saudável do que manteigas e margarinas (veja posto sobre o eterno duelo AQUI)

Créditos da Imagem: www.101cookbooks.com

COMO PREPARAR GHEE PASSO A PASSO

Ingredientes:

- 400g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
NOTA: é importante lembrar que devido à eventual perda de alguma da água por evaporação e a eliminação dos sólidos do leite, a manteiga ghee obtida apresenta um volume mais reduzido quando comparado ao que inicialmente tinha de manteiga.
- 1 litro de água (caso opte por fazer em banho maria)


Modo de preparação:

1) Coloque a manteiga num recipiente próprio para levar a banho maria (como pirex por exemplo). Numa panela coloque a água e leve ao lume até ferver. No seu interior coloque o recipiente com a manteiga para derreter.
2) À medida do tempo, enquanto a manteiga derrete irá formar-se uma espécie de espuma branca que se vai acumular à superfície do líquido. Com o auxilio de uma espumadeira retire e descarte a espuma formada durante o processo.
3) Quando a produção de espuma branca cessar, desligue o fogo. 
4) No final encontra no fundo do recipiente uma quantidade variável de um depósito esbranquiçado (varia em quantidade dependendo do tipo de manteiga utilizada), que constitui na realidade a lactose existente na manteiga. Para ter a certeza que a sua ghee é desprovida de lactose opte por filtrar com cuidado o líquido obtido para um frasco, com tampa e armazene.
NOTA: pode armazenar a sua ghee à temperatura ambiente ou no frigorífico por um período de 3-4 meses

SABIA QUE?
Há quem clarifique a manteiga directamente na panela, sem necessidade de banho maria. Se por um lado facilita o processo e o torna mais rápido, há contudo maior probabilidade de deixar queimar a manteiga. 
Acaba por ser um método mais meticuloso. 
Nem sempre conseguimos rápido e bem. Se optar por derreter a manteiga directamente da panela, não se descuide! É importante não atingir temperaturas elevadas que ponham em causa a estrutura química dos ácidos gordos presentes na manteiga. O lume deve manter-se no mínimo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sopa de quinoa, sim é possível!

Cada vez mais cresce a vontade de comermos melhor, de forma inteligente. Sem dúvida alguma que o tema da alimentação saudável invadiu redes sociais, os artigos e reportagens nos média. 
Afinal de contas nós somos aquilo que comemos e nunca houve tanta preocupação com aquilo que colocamos no nosso prato. Se antes comer bem era eliminar alimentos considerados “maus”, hoje é muito mais do que isso. É escolher os alimentos certos, mais naturais e genuínos. Conhecendo as suas propriedades podemos tornar o alimento um aliado de uma vida plena, cheia de energia e com uma saúde reforçada. 

Na realidade a quinoa é cultivada há mais de 4 mil anos pelas tribos indígenas dos Andes e está a conquistar rapidamente o paladar dos portugueses, não só pela sua versatilidade mas também pelas suas maravilhosas características nutricionais.
Por isso mesmo hoje decidi partilhar uma receita deliciosa com base de quinoa branca e vermelha do Peru.


SOPA DE QUINOA COM ESPINAFRES E GENGIBRE

INGREDIENTES:
100g de quinoa vermelha do Peru
100g de quinoa branca do Peru
1 cebola vermelha grande picada
1 alho francês picado
1 dente de alho grande picado
100g de abóbora
30g de raiz de gengibre fresca, descascada e ralada
1lt de água
200g de folhas de espinafre
200g de queijo quark 0%
2 colheres de sopa de bebida de amêndoa  
Sal e pimenta preta moída q.b.

PREPARAÇÃO:
1 - Lave a quinoa numa peneira e de seguida coloque-a numa panela com uma pitada de sal e dobre o volume da água. Deixe ferver, reduza o lume e cozinhe suavemente por 15 minutos.
2 – Simultaneamente coloque a cebola, o alho francês e o gengibre numa panela grande com a água. Deixe ferver, baixe o lume e deixe cozinhar por 15 minutos.
3 - Escorra a quinoa e separe o líquido daí resultante.
4 - Reserve algumas folhas de espinafres para enfeitar o prato. Adicione as restantes folhas
na panela com os outros legumes. Cozinhe durante dois minutos.
5 - Com uma varinha mágica passe a sopa de forma a obter um puré de alimentos homogéneo. Adicione os 150g de queijo quark e misture novamente. Misture a quinoa e reaqueça suavemente. Tempere a gosto.

6 - Misture o restante queijo com a bebida de amêndoa e vá mexendo até ficar homogéneo. Sirva a sopa coberta com um batido de queijo, folhas de espinafre e um pouco mais de pimenta preta.

SABIA QUE!?
Diz-se que a quinoa “nasceu” há milhares de anos no Peru. Aliás apresenta a maior parte das suas características nutricionais, devido exactamente  às condições climatéricas e aos solos férteis das terras altas da América do Sul, onde é originalmente cultivada. Existe quinoa produzida noutros pontos do mundo, como por exemplo no Canadá, que não apresentam a mesma riqueza micronutricional quando comparada com a dita "original".
Se é verdade que há poucos anos atrás não se ouvia falar deste alimento no nosso país, agora parece ocupar um lugar de destaque à nossa mesa, como o "pseudo"-cereal dos incas. 
E... na verdade, parece que veio para ficar!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A melhor máquina de sumos para o seu objectivo!

Qual a máquina de sumos ideal?



Quando chega a hora de escolher uma máquina de sumos, a oferta é grande e por vezes desajuda o facto de nos depararmos com mil e um robots de cozinha, com diferentes potências, capacidades e técnicas de extração. Afinal qual é a máquina ideal?
Muitos são os seguidores e pacientes que me questionam sobre qual o melhor aparelho para prepararem as receitas dos meus livros ("Sumose Águas Detox" e "Sopas, Saladas e Chás Detox") ...  por isso mesmo não podia deixar de tocar neste tema e partilhar as diferenças entre os vários produtos que temos neste momento em Portugal. Distinguem-se pela sua capacidade motora e mecânica, mas também por diferenças nutricionais nos sumos obtidos.
Vejam abaixo...


1. LIQUIDIFICADORA

Ideal para quem pretende perder peso, melhorar trânsito intestinal, baixar valores de colesterol total, controlar açúcar no sangue 
As liquidificadoras tradicionais são aparelhos com valores de venda relativamente acessíveis e a maior parte das pessoas já as têm nas suas cozinhas. Tem a vantagem do preço, facilidade de limpeza e a nível nutricional garantem um maior aporte em fibra solúvel e insolúvel que os restantes aparelhos.
Este tipo de aparelho não separa o suco das frutas e vegetais das suas fibras e por isso o resultado final acaba por ser um batido de frutas mais saciante, permitindo ser utilizado para substituir uma ou mais refeições ligeiras intercalares.
O facto de manter a fibra, pode de ser uma vantagem do ponto de vista de saciedade, libertação e manutenção de níveis de açúcar no sangue, equilíbrio do trânsito intestinal e abaixamento do colesterol sanguíneo. Contudo o facto da existência da fibra acarreta desvantagens, muitas vezes ignorada por muitos, a presença de fitatos.
Os fitatos são elementos antinutrientes presentes nas fibras das frutas e vegetais e que fazem com que parte das vitaminas e minerais não sejam biodisponíveis para absorção por parte do nosso organismo.
Assim sendo se o objectivo é suplementar o corpo em micronutrientes mais do que uma ferramenta para perda de peso e saciedade então se calhar deveria considerar as opções abaixo.
A rápida acção mecânica das lâminas para o corte e obtenção do sumo-batido aumenta a oxidação do mesmo, podendo fomentar a rapidez de perda de antioxidantes e vitaminas mais susceptíveis ao ar. Neste caso a conservação da concentração micronutricional do sumo pode ser comprometida mais facilmente.


2. CENTRIFUGADORA

Ideal para quem pretende uma suplementação específica em micronutrientes e pretende um bom equilíbrio entre preço, velocidade de extração e perdas nutricionais envolvidas

Com este aparelho de centrifugação conseguimos separar o suco das frutas e vegetais, das suas fibras, obtendo um sumo com um valor nutricional mais elevado de fácil digestão. 
O seu resultado final é um suco mais adocicado, que apesar de menos saciante e com um índice glicémico mais elevado (quando comparado ao seu semelhante incluindo fibra), é mais biodisponível em vitaminas e minerais, mas não deve substituir refeições de forma isolada (mesmo as mais ligeiras).
Na sua base é um aparelho de preço intermédio, de rápido processamento, mas apresenta alguma dificuldade em termos de limpeza. O processo lento e minucioso de limpeza acaba por desincentivar a sua utilização regular. 
O facto de ser um aparelho rápido e de fomentar a oxidação do suco obtido faz com que rapidamente oxide, perdendo algum do seu conteúdo micronutricional e antioxidante.


3. PRESSÃO A FRIO

Ideal para quem pretende fazer um detox garantindo toda a riqueza e preservação dos micronutrientes mesmo os mais sensíveis. 
As liquidificadoras por pressão a frio, também chamadas de slow juicers, ainda são relativamente pouco comuns em Portugal. Apesar de já existir uma marca de venda a retalho disponível na maior parte das grandes superfícies (com um custo competitivo face à oferta internacional) a única outra forma de conseguirmos este tipo de aparelho é por encomenda fora do nosso país.
Apresentam um custo mais elevado, contudo talvez sejam os mais interessantes do ponto de vista nutricional e manutenção das propriedades nutricionais do sumo obtido.
De fácil limpeza, extrai o sumo por pressão a frio, de forma lenta, o que preserva a sua integridade antioxidante e enzimática por cerca de 72 horas. Com este aparelho conseguimos abrir as células das frutas e vegetais por esmagamento (pressão) extraindo até 90% dos seus nutrientes, para além disso reduzimos a produção de calor originada pelos motores (devido à sua extração lenta) até 42x, quando comparado com a centrifugadora comum.
Consegue uma extração de 35 a 50% superior de suco, até 42% de vitamina C e até mais 60% de vitamina A, quando comparada com a centrifugadora.