terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Qual a real quantidade de açúcar que bebemos sem saber?

Apesar de toda a informação e campanhas de sensibilização que têm existido nos últimos tempos, a ingestão de bebidas açucaradas tem vindo a aumentar nas últimas três décadas, como é que é possível?



Tanto em Portugal, como no resto da Europa, a ingestão de refrigerantes e bebidas açucaradas tem sido tão elevada entre crianças e adolescentes, que se tornou num verdadeiro problema de saúde pública e num comportamento de risco associado a uma redução da capacidade cognitiva e a uma maior incidência de diversas doenças crónicas, tais como a obesidade, doença cardiovascular e a Diabetes Mellitus tipo 2.

Infelizmente as nossas crianças, se mantiverem estes hábitos inadequados de alimentação e estilo de vida, podem vir a ser a primeira geração a ter uma esperança média de vida inferior à dos seus pais! Isto parece-me assustador, especialmente agora que fui mãe há tão pouco tempo. 

Como resposta a esta problemática, diversos países implementaram medidas dissuasoras do consumo de alimentos com elevados teores de açúcar, através da implementação de taxas sobre alimentos doces como os refrigerantes. Atualmente, em Portugal, também existe regulamentação relativa à taxação das bebidas açucaradas no sentido de reeducar a população portuguesa para o consumo de bebidas com menor teor de açúcar, mas será que uma postura deste tipo funciona mesmo?

Acredito, pessoalmente, que educar e informar a população para a escolha de alimentos pode ser mais proveitosa do que este tipo de intervenção política, baseada no aumento de impostos. Será que o adolescente vai mesmo deixar de beber a coca cola, cheia de açúcar, porque custa mais 20 cêntimos? 
Se calhar teria mais efeito se o adolescente soubesse que existem alternativas mais saudáveis, mas igualmente saborosas (sem que para isso se tenha de apostar em aditivos alimentares artificiais para camuflar a falta de açúcar). Que conseguisse ler rótulos nutricionais e fazer escolhas mais informadas. Que soubesse que para além de uma tabela nutricional, existe também uma lista de ingredientes, que nos ajuda a perceber o que compõe o produto que compra e a sua proporção. Que não se deixasse confundir com crenças de que "águas com sabores não têm açúcares" ou que "o iced tea é melhor porque afinal de contas é só um cházinho".
Para isso é preciso EDUCAR... e para educar é preciso tempo e dedicação!
Talvez desse mais trabalho, sim!
Talvez desse menos dinheiro ao estado, claro!
Mas muito provavelmente teria um efeito mais eficaz e duradouro.


São várias as pessoas que não conhecem a real quantidade de açúcar presente nos alimentos e bebidas comercias e, por isso, nem sempre escolhem as melhores opções.
Recentemente, foram conhecidos os resultados de um estudo desenvolvido pela Cooperativa de Ensino Egas Moniz, que revela que estudantes de saúde (futuros prescritores) não conhecem a real quantidade de açúcar presente em bebidas comerciais. O estudo mostra ainda que os estudantes percepcionam uma quantidade de açúcar inferior em águas com sabores e superior em bebidas como Coca-Cola ou Ice Tea Lipton, o que não corresponde à realidade.
Ae estudantes universitários na área da saúde não têm percepções reais relativamente à quantidade de açúcar de refrigerantes e águas com sabores, então imagine-se crianças e adolescentes... e aqui volto a questionar, será que não vale a pena educar?

 Dados do estudo realizado pelo Laboratório de Bioquímica (BIOQUILAB) do Centro de Investigação 
Interdisciplinar Egas Moniz (CiiEM) da Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz (2017)

Esta é a quantidade de açúcar em gramas por 100ml de bebida, quantificada laboratorialmente no tal estudo que vos falo e que a maioria dos alunos acertou ao lado. Mas não se esqueçam de uma coisa, 100ml é cerca de metade de um copo... e cá entre nós, ninguém bebe meio copo de iced tea, coca-cola ou seven-up ou estarei enganada? Multipliquem estes valores por 3,3 e terão a quantidade de açúcar presente numa lata de 330ml. Assusta não assusta?

Em alternativa temos algumas receitas caseiras de infusões geladas, águas aromatizadas e águas gaseificadas com sabores, que se podem tornar num hábito muito mais equilibrado e com sabores muito mais naturais.
Enquanto nutricionista e agora mãe, acho que está na hora de mudarmos estatísticas e isto começa nas nossas famílias e nas casas de cada um de nós!
Já vos falei maravilhas da SodaStream AQUI e provavelmente esta pode ser uma excelente forma de reduzir o consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas, com receitas caseiras sem açúcar, sem corantes ou aromatizantes artificiais (ver mais AQUI).










Porquê SodaStream?

Em 2017 fui convidada pela SodaStream para ser embaixadora da marca em Portugal (vê AQUI). Depois de conhecer o conceito e experimentar as minhas próprias receitas não consegui resistir a aceitar o convite. Especialmente depois de saber que personalidades como Scarlett Johansson (dispensa apresentações), Jillian Micheals (The Biggest Loser) e Mayim Bialik (Big Bang Theory) estavam envolvidas no projeto, como podia eu dizer que não?
A SodaStream para além de nos permitir preparar água gaseificada diretamente a partir de água da torneira, reduzindo a necessidade de compra de águas engarrafadas, permite-nos ser originais e preparar divertidas receitas caseiras.


Quando me associo a alguma marca, desta forma tão direta, é porque acredito, porque me identifico com o produto e como tal visto a camisola e faz parte do meu dia a dia. No caso da SodaStream vai para além das próprias águas (que adoro e que faz a delicia dos convidados) uma vez que toda a missão sustentável me fascina desde o início.

Porquê SodaStream? 
Fácil:

Porque é SAUDÁVEL
Excelente forma de hidratação para toda a família sempre dísponível. Para além de receitas caseiras e água gaseificada simples, tens também os sabores da marca, sem corantes ou aromas artificiais, sem açúcares ou com açúcares totalmente naturais, e com muito menor quantidade que as marcas análogas. Assim, beber água torna-se muito mais divertido.
Estudos indicam que o consumo de águas gaseificadas, com ou sem sabores, da Sodastream reduz o consumo global de refrigerantes, ao mesmo tempo que incentiva o aumento do consumo de água em 3 copos por dia.

Porque é ECOLÓGICA
Esquece as águas engarrafadas e os refrigerantes, com a SodaStream poupas 2500 garrafas de plástico por ano e evitas poluir o planeta.

Porque é FÁCIL e CÓMODA
Com SodaStream tens água com gás sempre disponível, à distância de um botão. Sem complicações, em segundos fazes a tua bebida, tal como gostas.

Porque é ECONÓMICA
Feitas as contas e apesar do investimento inicial, com a SodaStream consegues fazer água com gás muito mais económica em casa, custando cerca de 0,06€ por 25cl.

Porque é VERSÁTIL
Cada receita pode ser personalizável. Cada um pode decidir o nível de gás que coloca na bebida, assim como o sabor que prefere. Para além de simples, com rodelas de frutos, legumes e ervas aromáticas, a marca tem também mais de 10 sabores disponíveis, incluindo versões clássicas, de fruta e zero açúcares. É só escolher!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Salicórnia - O substituto ideal do sal

A salicórnia é uma planta que se desenvolve naturalmente em ambientes com elevada salinidade (por isso chamada de halofita), como é o caso das zonas costeiras, rias e junto a salinas. Esta particularidade confere-lhe um sabor característicos e uma riqueza mineral muito interessante com um teor em cloreto de sódio muito inferior ao conferido pelo tradicional sal de cozinha.
Do ponto de vista nutricional é uma fonte natural rica em vitaminas como A e C, em ácidos gordos essenciais e ainda em minerais como iodo, sódio, magnésio, cálcio e ferro.
De crescimento fácil, esta planta, que foi até relativamente pouco tempo, considerada como “erva daninha”, é hoje utilizada como ingredientes “gourmet” em pratos sofisticados.


Pode ser usada para cozinhar ou temperar em cru, fresca ou desidratada, como substituto natural do sal, sendo por este mesmo motivo chamada carinhosamente de “sal verde”. Apresenta um sabor especial que se adapta muito bem a pratos de peixe ou carne e também em caldos, sopas e saladas. A sua utilização dispensa totalmente a adição de sal.

Para além do paladar e salicórnia possui imensos benefícios para a nossa saúde, tais como:
- acção antioxidante;
- acção diurética;
- acção anti-tumoral;
- repositora de eletrólitos;
- combate problemas de hipertensão arterial.

Ao conseguirmos a substituição do sal por salicórnia conseguimos reduzir o consumo de sódio de forma significativa. Apesar deste mineral ser útil e essencial a diferentes funções do nosso organismo a sua ingestão excessiva está diretamente relacionada com aumento da pressão arterial, aumento do risco cardiovascular, aumento da retenção de líquidos e edema. O consumo total de sal, segundo a Organização Mundial de Saúde não deve exceder os 5g/dia, que não é mais do que uma colher de chá. Se pensarmos bem no nosso consumo diário (incluindo a adição de sal aos cozinhados, temperos e ao sal existente nos alimentos que consumimos embalados – ditos processados), segundo os mais recentes estudos, a população portuguesa excede largamente esta recomendação.

Porque apesar de viver em Lisboa desde os meus 18 anos, altura em que entrei na faculdade, sou filha de terras do sul. No Algarve, terra onde cresci, vivia junto à Ria Formosa e foram muitos os passeios que por lá fiz. Lembro-me perfeitamente destes mini espargos verdes que pareciam crescer alegremente pelo caminho. Quem diria que afinal, se chamam salicónia, são um ingrediente gourmet e para além disso são óptimos substitutos do sal, com inúmeros benefícios para a saúde?
Se viverem por essas bandas aproveitem e levem alguns para casa.


Se sempre falámos em alternativas ao sal como é o caso da utilização de ervas aromáticas, especiarias ou sumos de frutos (como de limão) para dar sabor aos cozinhados, hoje temos mais uma alternativa: a SAL-icórnia!

sábado, 16 de dezembro de 2017

As cólicas do meu bebé, o que fazer?

A minha bebé é um anjinho... nunca pensei conseguir, mas dorme bem à noite e não passa o dia todo a berrar, como me tinham dito que ia acontecer. Estava, na realidade, preparada para o pior... e de tudo o que imaginei... está a correr muitíssimo bem! 
Por vezes tenho até medo de dizê-lo em voz alta... não vá o universo conspirar contra a minha confiança e a minha bebé mudar, da noite para o dia, o seu comportamento (acreditem que enquanto escrevo isto bato 3 vezes na madeira)! É um período exigente, tanto a nível físico como emocionalmente, com tantas emoções à mistura, que o facto dela colaborar é uma verdadeira benção!
A maternidade é algo que me está a surpreender enormemente. Apesar de não ter crescido rodeada de crianças, nem sentindo um lado maternal muito cedo, a partir do momento em que fui mãe tudo mudou. Confesso que o meu desconhecimento face à nova fase me fez acreditar que seria tudo um bicho de 7 cabeças. Mas agora parece ser tudo tão natural, como se me tivesse preparado uma vida inteira para isto... e só passaram 2 meses!
Não quero de maneira nenhuma romancear demasiado a coisa... nem fazer parecer que é tudo fácil e perfeito, pois não é! Afinal de contas há momentos difíceis! A privação de sono, as oscilações hormonais e todas as novas rotinas, horários e prioridades são verdadeiros desafios de sobrevivência da natureza.
A juntar a tudo isto temos o facto de estarmos a passar pelo período das típicas e dolorosas cólicas do bebé recém-nascido que duram desde a segunda semana de vida. Neste caso não fui abençoada com um bebé sem cólicas.

Mais uma vez, também relativamente a este tema, contei com o apoio incondicional da Enfermeira Carmen que me explicou ser um período normal, pelo qual grande parte dos bebés passa, devido à imaturidade do seu sistema digestivo. O bebé acumula gases, que provocam desconforto, dor e que culminam no choro específico associado às cólicas Este é um choro diferente do que se associa a outras necessidades, como a fome ou o sono. Posso dizer que ao fim deste tempo já me sinto capaz de tentar adivinhar o que se passa, pelo tipo de choro da minha melanciazinha.
Ao ler vários artigos sobre o tema fiquei a perceber que grande parte das mães, ao fim de muito pouco tempo, já conseguem diferenciar as "queixas" ou os "pedidos" do seu bebé pelo tipo de choro deles. Eu não fui tão imediata e perspicaz como as restantes mães, mas optei por ir eliminando hipóteses pela famosa técnica de "tentativa-erro". E posso dizer-vos que funcionou.




COMO PODEMOS AJUDAR O NOSSO BEBÉ?

1 – A alimentação da mãe que amamenta, apesar de muito importante, mas não é considerada a causa das cólicas do bebé. Se o nosso bebé tiver tendência para cólicas, por muito perfeita que seja a nossa alimentação, não vais conseguir um milagre (infelizmente). Eu sou a prova disso! Apesar de ter eliminado todos os lacticínios, as leguminosas (como o grão, feijão ou ervilhas) e as crucíferas (couve flor, brócolos, couves de Bruxelas, repolho), mesmo assim a minha melancia continua com queixas. Pergunto-me se seria pior se não tivesse cuidado com a alimentação? Talvez sim... mas prefiro não arriscar e não fiz o teste!
Apesar das crenças que existem, os alimentos verdadeiramente proibidos são aqueles à base de cafeína (como café, chá verde, guaraná, coca-cola) e estimulantes (algumas infusões, chocolate). A alimentação da mãe que amamenta deve ser equilibrada, saudável e sobretudo variada. 
Podes diminuir a frequência de ingestão de alimentos que provocam gases, como eu, mas segundo os recentes estudos não é necessário eliminar por completo. Como em tudo na nutrição, o bom senso acima de tudo!

2 – A alimentação do bebé é decisiva para melhorar este processo, pois um bebé amamentado tem mais facilidade em evacuar e, por conseguinte, menos cólicas. Para além de que o bebé no pico das cólicas pede mais maminha e esta ajuda-o, promovendo o calor (da mãe), confortando através da sucção e o próprio leite materno tem propriedades laxantes óptimas que ajudam o bebé a evacuar (diminuindo os gases). O poder da amamentação é fantástico e é uma das melhores estratégias!

3- O calor e a massagem são excelentes aliados, pois ajudam a expelir gases e a acalmar o bebé.
Antes de dares de mamar podes fazer uma pequena massagem na barriga do teu pequenino ou pequenina (pode ser por cima da roupa dado que se irritam facilmente quando expostos ao frio) com movimentos circulares, no sentido dos ponteiros do relógio, levantando as pernas do bebé em direcção à barriga (como se fosse andar de bicicleta). Podes optar por colocar o bebé ao colo de barriga para baixo e colocar entre o teu antebraço e a barriga do bebé um saco de sementes morno para facilitar a saída de gases e promover conforto. Atenção que ao fazeres esta posição imediatamente após dar de mamar o bebé pode bolsar ou ficar indisposto.

Tome nota: O contacto pele a pele serve como uma óptima estratégia, pois o bebé acalma-se ao sentir o cheiro e ao ouvir o coração da mãe ou do pai… O melhor do mundo é colinho de quem nos ama!

4 – A cânula do laxante pode ser cortada e, depois de retirado o conteúdo (medicamento), colocada na ponta no ânus do bebé, para promover a saída de gases. Este procedimento pode ser ajuda eficaz mais imediata, apesar de ser um pouco mais invasivo e ter associado o risco de provocar lesão no ânus do bebé.
Novos estudos indicam que o tipo de parto também começa a ser um factor determinante para as cólicas do bebé, pois quando o bebé nasce via vaginal, consegue absorver as bactérias boas da flora vaginal da mãe e começar a colonizar o seu intestino com bactérias boas que o ajudem na digestão e absorção dos alimentos.
Alguns pediatras prescrevem probióticos para os bebés reforçarem a sua flora intestinal.


5 – O banho quente pode ser também uma estratégia que ajuda o bebé a relaxar e a expelir alguns gases.Existem banheiras específicas como as Shantala que promovem a melhoria dos sintomas. Pessoalmente não me ajeitei muito bem com a esta banheira tipo balde. 

6 – Colocar mais vezes o bebé a arrotar, pois evita que engula tanto ar e fique mais tarde com gases, principalmente no caso de usares mamilos de silicone ou biberons e tetinas (são mais favoráveis à entrada do ar).


7 – Se o o bebé for alimentado de forma complementar ou mesmo exclusiva a fórmula, já existem soluções de biberons com sistema anti-cólicas, que impedem que o bebé engula tanto ar durante a sucção. A utilização de águas da marca Vimeiro original e Evian também parecem estar relacionadas com alguma melhoria (esta parte das águas confesso que não experimentei...).

8 - Se tiveres amigos ou familiares a viver em Inglaterra tens sempre a possibilidade de lhes pedir para te trazerem "o" medicamento anti-cólicas: infacol. Amigas já me tinham falado dele e o meu pediatra também o recomendou. Existem produtos equivalentes em Portugal, mas segundo os relatos, nada eficazes comparativamente ao dito cujo. 

Informa-te sempre antes de dar o quer que seja ao teu bebé junto do teu médico pediatra ou enfermeira especialista. Eles serão as pessoas indicadas para te ajudarem a ti e ao teu bebé. Neste post apenas relato aquilo que funcionou comigo e sobre quais as melhores estratégias que encontrei, com muita ajuda e dicas da Enf. Carmen (autora do Blog Bebé Saudável) para ajudar o meu "mini me" neste período.

Espero que te ajude a ti também!